quarta-feira, 23 de abril de 2008

Arte é arte...

Eu sei que existe muita coisa boa que eu odeio, e sei que existe muita coisa ruim que eu adoro. Mas ainda assim, ver um monte de hippies pelados no meio do centro onde eu estudo, é ofensivo. Não disse chocante (chocante é o fato de eles não tomarem banho nesse calor infernal de floripa), nem disse inovador (inovador é andar por ai descalço em plena "cidade grande") tampouco disse que eles foram contestadores (contestador mesmo é vender artesanato, não tomar banho e beber um suco que custa 7 reais a garrafinha). Eles foram infames.

Vou contextualizar, para não dizerem que fico por ai difamando os outros sem motivo. Sexta-feira, aula normal para a faculdade inteira, exceto para os estudantes de ciências socias, já que esta foi a semana deles. Quiseram terminar a semana com uma peça de teatro no hall do nosso centro, que também é deles, e uma festa. Nada mais justo. A peça foi algo descrito como "teatro experimental", em resumo consistia sobre um discurso sobre a homosexualidade e paradigmas sexuais e sociais da nossa sociedade, algo assim bem hippie. Amor livre e essas merdas todas. Tem quem ache interessante, não sou um desses, sou meio old school nesse ponto. Acredito em pilhagens, saque e violação de camponesas indefesas. Fornicação no meio da palha. Talvez até mesmo no amor sincero. Mas sempre entre um homem e uma mulher. Como os nórdicos acreditavam, como os cantores de blues do delta do Mississipi acreditavam. Nada contra quem gosta de algo mais experimental, só não acho que mereça todo esse estardalhaço.

Voltando ao assunto central, tudo bem, não precisavam ir sem banho, bêbados e sujos. Mas foram. Não precisavam ter ficado pelado, mas ficaram. Tendo inclusive bolinado alguns que assistiam a peça (felizmente não fui um dos escolhidos). Não tenho muito o que dizer sobre isso, mas imaginem uns hippies pelados, fazendo encenações que me deixavam com vergonha por eles (eu não fui o único), enfim, algo bem "experimental".

Hippies pelados? essa idéia parece algo saido de um conto do Lovecraft, uma coisa tão bizarra que mesmo vendo, você não consegue acreditar que é possível. Encenações pífias e representações grotescas (dantescas?) uma jornada que buscava desafiar a sociedade e as fundações morais da mesma, mas acabaram desafiando apenas o bom-gosto e toda a evolução do teatro. Finalizando com um dos moderninhos comendo melancia sobre os corpos sujos e pelados de seus camaradas, aquela chuva de frutose e sementes escorrendo por entre cabelos sebosos e corpos suarentos.

Acabou o teatro, fomos para a concha, para a hora feliz e show de uma banda de alguns amigos e quem foi para lá? os hippies! mesmo após a cena da melancia, eles simplesmente colocaram uma roupa e foram para a concha. Sem banho, sem limpar o hall, sem senso de coletividade. Vimos um show do The R.U., que apesar do nome, tem o negão nos vocais! presença fodida no palco! \o/ e um show dos orfãos, que até apareceram nos jornais (já assistiram The warriors, os selvagens da noite? Assistam.). Fim de noite ir para casa, tomar um banho e dormir.

Feliz por saber usar um sabonete.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu tive um infância feliz...

Não, não sou a pessoa mais tolerante do mundo, mas TUDO TEM LIMITE!
Não recordo quem enviou essa obra para este que vos fala, mas foi alguém muito sagaz ou muito cretino!
Também fico indeciso sobre o que é mais ofensivo, se é a cara de maníaco da criatura atada ao vaso ou a criação que prende indefesas crianças no troninho...
Creio que não preciso dizer muito sobre isso, a imagem fala por si só!
Mas eu, realmente, gostaria de saber como foi a infância da aberração que inventou isso.
Eu tive uma boa infância, a grana era curta, mas nunca precisaram me atar ao vaso com instrumentos baseados em acessórios para sadomasoquismo punk-gótico. Lembro que minha mãe sempre forrava os assentos quando eu era pequeno, e dizia para nunca, sob hipótese alguma, tocar nos vasos sanitários, mas nunca chegou a me imobilizar meio metro acima da privada, usando tiras de plástico colorido. Por vezes eu mirava errado e molhava o chão ao redor do vaso, levava bronca, era obrigado a limpar e desinfetar, mas jamais colocaram um canal de plástico no meio da minha virilha!
Outra (?) coisa bizarra é esse apoio para as mãos... Curioso, eu diria! O filho da puta pensou o que? Uma pessoa que usa isso não me parece o público alvo das editoras, mesmo das de auto-ajuda, nisso já excluímos o apoio de livro. Mas ainda resta a dúvida, para que serve esta merda de apoio? Retentor de saliva? Porque se fosse para apoiar os braços, a criança ganharia hemorróidas antes de cansar os braços na privada.
Sabe o que é pior? Essa privada lembra muito a do meu banheiro lá em São Paulo, sem a parte plástica, é claro!
Mesmo sem essa invenção o mundo já está cheio de maníacos, homicidas, psicopatas, serial killers, pagodeiros, maníaco-depressivos e texanos, imaginem se isso cai nas graças das mamães! É o Ragnarok...
Enfim, festa da semana de história na quarta-feira (02/04) a partir das 22:00, lá no C.A. de letras, minha banda vai tocar, alguns clássicos farofa dos 80’s e umas surpresinhas! E espero nunca mais ver essa coisa roxa e verde enquanto eu viver.