segunda-feira, 23 de março de 2009

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Para não perder o espaço...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Arte é arte...

Eu sei que existe muita coisa boa que eu odeio, e sei que existe muita coisa ruim que eu adoro. Mas ainda assim, ver um monte de hippies pelados no meio do centro onde eu estudo, é ofensivo. Não disse chocante (chocante é o fato de eles não tomarem banho nesse calor infernal de floripa), nem disse inovador (inovador é andar por ai descalço em plena "cidade grande") tampouco disse que eles foram contestadores (contestador mesmo é vender artesanato, não tomar banho e beber um suco que custa 7 reais a garrafinha). Eles foram infames.

Vou contextualizar, para não dizerem que fico por ai difamando os outros sem motivo. Sexta-feira, aula normal para a faculdade inteira, exceto para os estudantes de ciências socias, já que esta foi a semana deles. Quiseram terminar a semana com uma peça de teatro no hall do nosso centro, que também é deles, e uma festa. Nada mais justo. A peça foi algo descrito como "teatro experimental", em resumo consistia sobre um discurso sobre a homosexualidade e paradigmas sexuais e sociais da nossa sociedade, algo assim bem hippie. Amor livre e essas merdas todas. Tem quem ache interessante, não sou um desses, sou meio old school nesse ponto. Acredito em pilhagens, saque e violação de camponesas indefesas. Fornicação no meio da palha. Talvez até mesmo no amor sincero. Mas sempre entre um homem e uma mulher. Como os nórdicos acreditavam, como os cantores de blues do delta do Mississipi acreditavam. Nada contra quem gosta de algo mais experimental, só não acho que mereça todo esse estardalhaço.

Voltando ao assunto central, tudo bem, não precisavam ir sem banho, bêbados e sujos. Mas foram. Não precisavam ter ficado pelado, mas ficaram. Tendo inclusive bolinado alguns que assistiam a peça (felizmente não fui um dos escolhidos). Não tenho muito o que dizer sobre isso, mas imaginem uns hippies pelados, fazendo encenações que me deixavam com vergonha por eles (eu não fui o único), enfim, algo bem "experimental".

Hippies pelados? essa idéia parece algo saido de um conto do Lovecraft, uma coisa tão bizarra que mesmo vendo, você não consegue acreditar que é possível. Encenações pífias e representações grotescas (dantescas?) uma jornada que buscava desafiar a sociedade e as fundações morais da mesma, mas acabaram desafiando apenas o bom-gosto e toda a evolução do teatro. Finalizando com um dos moderninhos comendo melancia sobre os corpos sujos e pelados de seus camaradas, aquela chuva de frutose e sementes escorrendo por entre cabelos sebosos e corpos suarentos.

Acabou o teatro, fomos para a concha, para a hora feliz e show de uma banda de alguns amigos e quem foi para lá? os hippies! mesmo após a cena da melancia, eles simplesmente colocaram uma roupa e foram para a concha. Sem banho, sem limpar o hall, sem senso de coletividade. Vimos um show do The R.U., que apesar do nome, tem o negão nos vocais! presença fodida no palco! \o/ e um show dos orfãos, que até apareceram nos jornais (já assistiram The warriors, os selvagens da noite? Assistam.). Fim de noite ir para casa, tomar um banho e dormir.

Feliz por saber usar um sabonete.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu tive um infância feliz...

Não, não sou a pessoa mais tolerante do mundo, mas TUDO TEM LIMITE!
Não recordo quem enviou essa obra para este que vos fala, mas foi alguém muito sagaz ou muito cretino!
Também fico indeciso sobre o que é mais ofensivo, se é a cara de maníaco da criatura atada ao vaso ou a criação que prende indefesas crianças no troninho...
Creio que não preciso dizer muito sobre isso, a imagem fala por si só!
Mas eu, realmente, gostaria de saber como foi a infância da aberração que inventou isso.
Eu tive uma boa infância, a grana era curta, mas nunca precisaram me atar ao vaso com instrumentos baseados em acessórios para sadomasoquismo punk-gótico. Lembro que minha mãe sempre forrava os assentos quando eu era pequeno, e dizia para nunca, sob hipótese alguma, tocar nos vasos sanitários, mas nunca chegou a me imobilizar meio metro acima da privada, usando tiras de plástico colorido. Por vezes eu mirava errado e molhava o chão ao redor do vaso, levava bronca, era obrigado a limpar e desinfetar, mas jamais colocaram um canal de plástico no meio da minha virilha!
Outra (?) coisa bizarra é esse apoio para as mãos... Curioso, eu diria! O filho da puta pensou o que? Uma pessoa que usa isso não me parece o público alvo das editoras, mesmo das de auto-ajuda, nisso já excluímos o apoio de livro. Mas ainda resta a dúvida, para que serve esta merda de apoio? Retentor de saliva? Porque se fosse para apoiar os braços, a criança ganharia hemorróidas antes de cansar os braços na privada.
Sabe o que é pior? Essa privada lembra muito a do meu banheiro lá em São Paulo, sem a parte plástica, é claro!
Mesmo sem essa invenção o mundo já está cheio de maníacos, homicidas, psicopatas, serial killers, pagodeiros, maníaco-depressivos e texanos, imaginem se isso cai nas graças das mamães! É o Ragnarok...
Enfim, festa da semana de história na quarta-feira (02/04) a partir das 22:00, lá no C.A. de letras, minha banda vai tocar, alguns clássicos farofa dos 80’s e umas surpresinhas! E espero nunca mais ver essa coisa roxa e verde enquanto eu viver.

domingo, 16 de março de 2008

Um Indiano, um brasileiro e o frango...

Vou voltar a ativa com um caso, no mínimo, bizarro.
No começo do ano fui viajar: como não sou rico, fui de mochilão e fiquei em albergues. Como não sou hippie levei tênis e tomei banho.
Estava em um albergue onde não existiam chaves! Os quartos não tinham tranca nas portas e para entrar no albergue você tinha um código de segurança na porta da rua. Por ser subterrâneo, o medo de incêndio era grande e não tinha fogão, somente microondas, logo, toda comida tinha que ser congelada (não dava pra fazer aquele ovinho frito çagahisz!). Eu era o único no meu quarto e na noite em questão o albergue estava quase vazio, os únicos que eu conhecia eram alguns brasileiros que foram embora na manhã do dia fatídico.
Sâo fatos importantes para entender o desenrolar da história.

Eis que uma noite, eu preparava minha lasgna (tamanho econômico) no microondas; entra um indiano na cozinha e fica olhando para o microondas com um olhar examinador. Então ele vira para mim, aponta para o microondas e ensaia umas palavras que eu entendi como:
-Gosta de esquentar a comida, gosta de comida quente!?
Ou algo nessa linha! Após alguns minutos nesse diálogo insano (ele enrolava um inglês muito ruim e eu fingia que entendia de uma forma pior ainda!) ele sai da cozinha dizendo: wait! wait!
Volta com umas marmitas (marmitas! quentinhas! PF!) com comida indiana! Mais rápido que um ginasta, ele pega metade da minha lasagna e põe no prato dele, enquanto repete incessantemente:
You eat this, I eat your! (maldito duplo sentido)
E fica empurrando aquele frango vermelho e molho curry em minha direção.
Quem me conhece sabe que eu não sei dizer não (mesmo quando corro o risco de salmonela ou algo pior) e eis que o japa manda um pedaço de frango, arroz e curry! (Que estavam gostosos por sinal!).
Comi um pouco para não parecer rude, comi o resto da minha lasagna e me despedi do indiano! (Não sem antes anotar o nome, apelido, e endereço da figura, para mim não pagar hotel quando for para Espanha! Sim ele é indiano, mora na Espanha e é casado com uma portuguesa!).
Hora de dormir, neuroses atacam:
Será que ele colocou alguma coisa na comida?
Eu vi ele comendo frango? ou ele deixou o frango intocado?
Quem é aquele outro cara que sempre passa com ele no albergue e eu não vi na janta?
Cadê as malditas fechaduras da porta?
Será que toda a cena da janta foi um impulso de pederastia do indiano ou apenas bons modos orientais?

Resumo da ópera: dormi de luz acesa, com calças, uma vassoura do lado da cama e o armário encostado na porta!