segunda-feira, 29 de outubro de 2007

E quando o filho da puta acha que já viu de tudo...

Mais um domingo sem sono, procurando alguma coisa útil sobre alguma coisa nem tão útil assim na net, e eis a pérola que encontro! Se a internet ainda não virou a bozolandia eu não sei de mais nada!

Pedaços de um texto retirado de:
http://www.musicaeadoracao.com.br/musicarock/heavy_metal_pena.htm
(procurava algo sobre modos gregos e/ou harmonia, não lembro! e cai nesse site)

Heavy Metal – Vale a Pena?[1]
Ronaldo D. Oliveira
É noite. Luzes de variadas cores circulam ao redor de espectadores excitados com o acontecimento prestes a vir. Pessoas incontáveis se acotovelam e se empurram na tentativa de conseguir melhores lugares para que nenhum detalhe do show passe despercebido. Há fumaça subindo de todas as direções e alguns já desmaiam atordoados pela confusão e pelas drogas já ingeridas. No palco, luzes apagadas, e uma grande tensão toma conta de todos, ao notarem que alguém toma o seu lugar. De repente um som ensurdecedor é descarregado no público delirante dando a entender que o show está começando. Primeiro a guitarra, cujos sons distorcidos penetram com ímpeto em todas as células dos ouvintes, depois trovões são ouvidos ao ritmo da guitarra que, juntando-se ao baixo, faz com que as estruturas do estádio tremam a ponto de o som poder ser percebido nos ossos. Um grito terrível se mistura com a guerra de decibéis e as luzes do palco são disparadas de possantes canhões, fazendo com que apareçam os responsáveis pela demolição que permanecerá inabalável por duas horas seguidas. A toda esta baderna damos o nome de Heavy Metal.
Nasci em 1962, num lar dividido. Minha mãe, muito cristã, tentava me ensinar o caminho da verdadeira paz e o Criador do verdadeiro amor, mas não podia entender por que meu pai não participava desta mensagem que minha mãe sempre trazia. Veio a escola, e com ela as más companhias e, por fim, o Rock. Todo aquele som e cores me faziam vibrar a alma. Estava conhecendo o outro lado da moeda, o fruto proibido que parecia ser "bom para se comer e agradável aos olhos", mais ignorava as conseqüências do caminho largo que estava tomando. Com o passar do tempo, aquela figura jovem parecia mais morta do que viva, magra, pálida, linguajar chulo e comportamento duvidoso. As drogas ainda não haviam impressionado minha mente, pois nunca as havia tocado, mas a bebida alcoólica fazia o seu papel direitinho. No lar, discussões, desarmonia e tristeza, na mente o desejo cego de me tornar guitarrista, pois já havia até comprado uma guitarra para a infelicidade de minha família. Os vizinhos já não me olhavam com muito prazer, enfim eu era um rockeiro apaixonado pelo meu deus, o Rock. Com apenas dezessete anos de idade, meu objetivo já estava traçado e sem perceber que o Pai me observava, caminhava cegamente para o alvo.

O texto acaba com nosso protagonista encontrando a salvação divína, por meio de um livro, e libertando-se das enganadoras garras do rock!
E eu ainda pensava que os hippies eram os mais fanfarrões! Fico imaginando o diálogo entre o Sr. Ronaldo e algum tr00 que alterna sua vida entre slipknot e uns copos de ovomaltine bem profano! Daria um bom pocketbook para as filas de mercado, já que os arrombados de floripa não conseguem empacotar as próprias compras, o caixa precisa empacotar e isso faz a operação de compra demorar uma eternidade! Notem que nada disso é culpa de Deus ou do Heavy Metal.

PS¹ - Adicionei alguns links hoje! espero que os homenageados não fiquem magoados por estarem figurando na bozolândia. Por hoje, só adicionei links BONS (relembrando um vocábulo nurd!), mas logo mais postarei alguns links que o Sr. Bozo ficaria orgulhoso!

sábado, 20 de outubro de 2007

Claro! vamos fazer isso! mas nesse dia...

Hippies sujos, hippies relaxados, hippies folgados!

Hoje foi dia de ensaio e depois dia de arrumar o C.A.: pintar armário, tirar o piso (uma borracha nojenta que logo será trocadoa por um piso de mosaico! já consigo visualizar a obrada!) separar o lixo, arrumar a mesinha do café...
E não importa o que for dito, divulgado ou comunicado (uU') sempre são os mesmos que vão trabalhar nisso ou em qualquer outro lugar. E enquanto essa balbúrdia ocorre há alguns anos, os outros mesmos bonachões, trovadores e hippies pós-modernos continuam indo em reuniões, assinando papéis e cheios de idéia para tirar o mundo da mão desses tão egoistas capitalistas!
Mas sempre fica a pergunta de como um bando de juvenis criados a leite com pêra que não conseguem nem fazer um café sem sujar a sala inteira (e depois sair sem limpar, enquanto fala alguma merda sobre algum lider latino-americano) pensa em melhorar o mundo?
É sempre muito bonitinho por o nome em petições contra o reuni, ou sair em fotos com camisetas vermelhas falando sobre uma educação pública gratuita e de qualidade, mas me pergunto até quando essa universidade pública gratuita e de qualidade vai aguentar essa gurizada indo em reuniões, pintando paredes, sujando meio mundo de café e maconha e fazendo cartazes em papel pardo (toda essa maratona sem um banho) e sempre tão ocupados e distantes na hora de trabalhar. ¬¬'
Essa merda toda me irrita! Vou fazer minha sopa de saquinho, assistir uns episodios de yu yu hakusho (gravados por um hippie! mas um hippie francês, que trabalha e assiste animê!) que amanhã é dia de Jeff Scott Soto! =*

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Saudosos 80's...

Hardline - Hot Cherie

Admito que não cresci nos 80's, mas nos 90's que foram, de certa forma, um reflexo tardio dos 80's aqui na terra dos tão malvados canibais. Deixando de lado esses detalhes, sempre fui fã dessa época: os desenhos, seriados, visual glam, filmes, hard rock, brincadeiras de rua, doces... etc. E como sei que somos muitos, trago uma banda pouco conhecida por aqui, apesar de ser do começo dos anos 90, é uma banda muito anos 80! "Se é que você me entende!".

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Um histórinha nurd...

Rá! encontrado um (quase) manuscrito que data do final do século XX! Como somente a mente de um adolescente nurd pode conceber. Meio bobo e lugar-comum, mas eu gostava (e estaria mentindo se disesse que não gosto mais) dela e de histórias desse tipo, então ai vai! Se eu tivesse escrito isso em solo estadunidense no final dos anos 70, poderia ter virado um filme de baixo orçamento, péssimos atores juvenis e muitos sintetizadores em sons incidentais, mas como esse é um "puta mundo injusto mêo" (saudoso Boça) eis que ele permanece em um cd gravado para não perder o conteúdo de algum HD antigo.
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Em Ralaghan a vida era dura e a perspectiva de vida dos homens não era boa. Eles mal sabiam que estavam próximos a um lugar de grande poder e bondade.
Sim, um Caern, um santuário natural de Gaia.
Incursões de selvagens dominados pela força descontrolada da wyrm, buscando apenas terras e mulheres destruíam tudo o que encontravam pela frente. Sob o comando da wyrm eles usavam lança e espada sem remorso ou honra, matando um a um os guardiões do local.
Por mais que os garou (ou lobisomens como são chamados hoje em dia) lutassem e matassem esses invasores, sempre apareciam mais e mais. E em pouco tempo quase todos os defensores do Caern haviam caído.
Mas um admirável Fianna chamado Deireadh, garras-de-gelo, ainda estava lá; O último de uma matilha forte e valorosa estava sozinho, mas guardava o Caern sem sinal de medo ou receio.
De repente 30 ou mais servos da wyrm apareceram, eram homens selvagens que não tinham nada em suas mentes e corações, nada além de ganância e ódio. Eles pararam em frente à colina onde estava Deireadh e gritaram, gritaram como se o destino já fosse certo...
Deireadh, em momento algum sentiu medo. No momento em que ele ergueu seus olhos para aquela massa de homens, Luna apareceu no céu vermelho, por entre as brancas nuvens de inverno, cheia de força e fúria, brilhando majestosa no céu estrelado. Ele uivou, um uivo como nunca foi ouvido por nenhum garou nos dias de hoje, o uivo começou dentro de Gaia, reverberou por toda Terra, pelo corpo de Deireadh e saiu pela sua boca, um uivo gutural, selvagem, mortal. Tomados pelo terror, uma parte do exército fugiu, correndo de volta para suas casas e famílias, pois tinham ouvido o aviso de Gaia, haviam se libertado da influência da wyrm.
Os invasores restantes olharam no olho de Deireadh e viram o ódio assassino e o amor maternal de Gaia, aquele contraste que parecia criar uma tempestade nos olhos dele, e eles hesitaram por um momento, mas atacaram logo em seguida, não com a coragem e a confiança de antes, mas agora lutavam com temor e apreensão... Um grupo confuso e receoso.
Em uma prece silenciosa, Deireadh pediu perdão a Gaia, pelas vidas que tiraria, e partiu para o combate.
Homens tombavam, eram levados à loucura e à porta da morte, uma macabra dança de garras, sangue e ossos, onde a única musica eram os uivos altos e melodiosos de Deireadh e o grito apavorado e grotesco dos homens, que agora só viam morte, por todos os lados.
Uma batalha rápida e sangrenta acabava, apenas Deireadh e o comandante daqueles homens estava vivo, e ele carregava uma arma especial, pois em sua cega perversidade a wyrm não era tola.
Deireadh atacou, mas o homem também, menos de um segundo ele já estava com a espada desembainhada, era uma lâmina especial, feita do melhor aço damasco que o ouro profano da wyrm podia comprar, revestida com prata. Leve, rápida e fatal.
Machucado pelo confronto com os homens, Deireadh cambaleou, o comandante aproveitou esse momento e correu investindo contra o garou, correu com passos curtos, a espada em guarda baixa, segura com as duas mãos... nosso herói já escutara histórias sobre esses lutadores, exímios espadachins que vinham do extremo oriente, rápidos como um trovão, frios como o gelo. Suas espadas finas e curvas não deviam ser subestimadas, pois podiam matar mais rápido que qualquer machado saxão. Deireadh sorriu, pois já sabia de seu futuro, em um último esforço ele urrou de dor e sorriu...
Quando aquele comandante subiu a espada e se preparava para desviar para o lado, seu oponente fez a última coisa que ele esperava, se jogou em cima de sua espada e para o mesmo lado que o pequeno guerreiro estava se esquivando.
Surpreso pelo choque, tentou mudar a direção, mas percebeu que seu braço já estava quase quebrado, preso com uma pressão assustadora, a última coisa que sentiu foram garras, frias como a morte, penetrando em seu pescoço, e antes que fechasse os olhos sentiu a neve em sua boca e pode ouvir o baque surdo de seu corpo caindo, há alguns metros de distância.
Deireadh havia tombado, mas Gaia não. E deitado ele ficou, com a neve lhe acariciando o corpo, e Luna velando seu último sono, o sangue puro do celta purificou o terreno que aqueles homens tentavam profanar. Gaia lamentava a perda de um grande filho, mas sabia que ele havia feito o que devia, e o que queria fazer, ele era um Ahroun, da linhagem dos mais valorosos e selvagens guerreiros de Gaia, morrer no combate era seu destino e sua vontade.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A long time ago...

Segunda-feira recém começada...
Azia, insônia e algum filho da puta comendo miojo enquanto o relógio chega próximo à meia-noite, três elementos que compõe esse quadro cretino, composto em uma mistura grotesca dos dois piores dias da semana.

Cenário propício para começar um blog; e também um sinal do fim dos tempos.
Precisava de algum outro lugar para reclamar: meus amigos estão começando a perder a paciência ou começam a levar as reclamações como brincadeira. Logo um blog foi o escolhido, ainda acho que flogs e blogs, via de regra, são redutos de eMuXiNhOs goiabas, mas após ver 3 ou 4 blogs (blogs, não flogs) que considero dignos, se não mesmo honrosos, de serem lidos, resolvi fazer o meu, apelando para meu adolescente interior.

Talvez dentro de algumas postagens eu "divulgue" ele, talvez não.
Se você está lendo isso antes dessa postagem fatídica, é porque essa merda também já virou a bozolândia.

Bozolândia foi utilizado pelo grande Paulo Micklos no filme "O invasor", filme brasileiro, com Sabotage e Mariana Ximenes. Dai saiu minha predileção por esse vocábulo ímpar.