Rá! encontrado um (quase) manuscrito que data do final do século XX! Como somente a mente de um adolescente nurd pode conceber. Meio bobo e lugar-comum, mas eu gostava (e estaria mentindo se disesse que não gosto mais) dela e de histórias desse tipo, então ai vai! Se eu tivesse escrito isso em solo estadunidense no final dos anos 70, poderia ter virado um filme de baixo orçamento, péssimos atores juvenis e muitos sintetizadores em sons incidentais, mas como esse é um "puta mundo injusto mêo" (saudoso Boça) eis que ele permanece em um cd gravado para não perder o conteúdo de algum HD antigo.
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Em Ralaghan a vida era dura e a perspectiva de vida dos homens não era boa. Eles mal sabiam que estavam próximos a um lugar de grande poder e bondade.
Sim, um Caern, um santuário natural de Gaia.
Incursões de selvagens dominados pela força descontrolada da wyrm, buscando apenas terras e mulheres destruíam tudo o que encontravam pela frente. Sob o comando da wyrm eles usavam lança e espada sem remorso ou honra, matando um a um os guardiões do local.
Por mais que os garou (ou lobisomens como são chamados hoje em dia) lutassem e matassem esses invasores, sempre apareciam mais e mais. E em pouco tempo quase todos os defensores do Caern haviam caído.
Mas um admirável Fianna chamado Deireadh, garras-de-gelo, ainda estava lá; O último de uma matilha forte e valorosa estava sozinho, mas guardava o Caern sem sinal de medo ou receio.
De repente 30 ou mais servos da wyrm apareceram, eram homens selvagens que não tinham nada em suas mentes e corações, nada além de ganância e ódio. Eles pararam em frente à colina onde estava Deireadh e gritaram, gritaram como se o destino já fosse certo...
Deireadh, em momento algum sentiu medo. No momento em que ele ergueu seus olhos para aquela massa de homens, Luna apareceu no céu vermelho, por entre as brancas nuvens de inverno, cheia de força e fúria, brilhando majestosa no céu estrelado. Ele uivou, um uivo como nunca foi ouvido por nenhum garou nos dias de hoje, o uivo começou dentro de Gaia, reverberou por toda Terra, pelo corpo de Deireadh e saiu pela sua boca, um uivo gutural, selvagem, mortal. Tomados pelo terror, uma parte do exército fugiu, correndo de volta para suas casas e famílias, pois tinham ouvido o aviso de Gaia, haviam se libertado da influência da wyrm.
Os invasores restantes olharam no olho de Deireadh e viram o ódio assassino e o amor maternal de Gaia, aquele contraste que parecia criar uma tempestade nos olhos dele, e eles hesitaram por um momento, mas atacaram logo em seguida, não com a coragem e a confiança de antes, mas agora lutavam com temor e apreensão... Um grupo confuso e receoso.
Em uma prece silenciosa, Deireadh pediu perdão a Gaia, pelas vidas que tiraria, e partiu para o combate.
Homens tombavam, eram levados à loucura e à porta da morte, uma macabra dança de garras, sangue e ossos, onde a única musica eram os uivos altos e melodiosos de Deireadh e o grito apavorado e grotesco dos homens, que agora só viam morte, por todos os lados.
Uma batalha rápida e sangrenta acabava, apenas Deireadh e o comandante daqueles homens estava vivo, e ele carregava uma arma especial, pois em sua cega perversidade a wyrm não era tola.
Deireadh atacou, mas o homem também, menos de um segundo ele já estava com a espada desembainhada, era uma lâmina especial, feita do melhor aço damasco que o ouro profano da wyrm podia comprar, revestida com prata. Leve, rápida e fatal.
Machucado pelo confronto com os homens, Deireadh cambaleou, o comandante aproveitou esse momento e correu investindo contra o garou, correu com passos curtos, a espada em guarda baixa, segura com as duas mãos... nosso herói já escutara histórias sobre esses lutadores, exímios espadachins que vinham do extremo oriente, rápidos como um trovão, frios como o gelo. Suas espadas finas e curvas não deviam ser subestimadas, pois podiam matar mais rápido que qualquer machado saxão. Deireadh sorriu, pois já sabia de seu futuro, em um último esforço ele urrou de dor e sorriu...
Quando aquele comandante subiu a espada e se preparava para desviar para o lado, seu oponente fez a última coisa que ele esperava, se jogou em cima de sua espada e para o mesmo lado que o pequeno guerreiro estava se esquivando.
Surpreso pelo choque, tentou mudar a direção, mas percebeu que seu braço já estava quase quebrado, preso com uma pressão assustadora, a última coisa que sentiu foram garras, frias como a morte, penetrando em seu pescoço, e antes que fechasse os olhos sentiu a neve em sua boca e pode ouvir o baque surdo de seu corpo caindo, há alguns metros de distância.
Deireadh havia tombado, mas Gaia não. E deitado ele ficou, com a neve lhe acariciando o corpo, e Luna velando seu último sono, o sangue puro do celta purificou o terreno que aqueles homens tentavam profanar. Gaia lamentava a perda de um grande filho, mas sabia que ele havia feito o que devia, e o que queria fazer, ele era um Ahroun, da linhagem dos mais valorosos e selvagens guerreiros de Gaia, morrer no combate era seu destino e sua vontade.
Em Ralaghan a vida era dura e a perspectiva de vida dos homens não era boa. Eles mal sabiam que estavam próximos a um lugar de grande poder e bondade.
Sim, um Caern, um santuário natural de Gaia.
Incursões de selvagens dominados pela força descontrolada da wyrm, buscando apenas terras e mulheres destruíam tudo o que encontravam pela frente. Sob o comando da wyrm eles usavam lança e espada sem remorso ou honra, matando um a um os guardiões do local.
Por mais que os garou (ou lobisomens como são chamados hoje em dia) lutassem e matassem esses invasores, sempre apareciam mais e mais. E em pouco tempo quase todos os defensores do Caern haviam caído.
Mas um admirável Fianna chamado Deireadh, garras-de-gelo, ainda estava lá; O último de uma matilha forte e valorosa estava sozinho, mas guardava o Caern sem sinal de medo ou receio.
De repente 30 ou mais servos da wyrm apareceram, eram homens selvagens que não tinham nada em suas mentes e corações, nada além de ganância e ódio. Eles pararam em frente à colina onde estava Deireadh e gritaram, gritaram como se o destino já fosse certo...
Deireadh, em momento algum sentiu medo. No momento em que ele ergueu seus olhos para aquela massa de homens, Luna apareceu no céu vermelho, por entre as brancas nuvens de inverno, cheia de força e fúria, brilhando majestosa no céu estrelado. Ele uivou, um uivo como nunca foi ouvido por nenhum garou nos dias de hoje, o uivo começou dentro de Gaia, reverberou por toda Terra, pelo corpo de Deireadh e saiu pela sua boca, um uivo gutural, selvagem, mortal. Tomados pelo terror, uma parte do exército fugiu, correndo de volta para suas casas e famílias, pois tinham ouvido o aviso de Gaia, haviam se libertado da influência da wyrm.
Os invasores restantes olharam no olho de Deireadh e viram o ódio assassino e o amor maternal de Gaia, aquele contraste que parecia criar uma tempestade nos olhos dele, e eles hesitaram por um momento, mas atacaram logo em seguida, não com a coragem e a confiança de antes, mas agora lutavam com temor e apreensão... Um grupo confuso e receoso.
Em uma prece silenciosa, Deireadh pediu perdão a Gaia, pelas vidas que tiraria, e partiu para o combate.
Homens tombavam, eram levados à loucura e à porta da morte, uma macabra dança de garras, sangue e ossos, onde a única musica eram os uivos altos e melodiosos de Deireadh e o grito apavorado e grotesco dos homens, que agora só viam morte, por todos os lados.
Uma batalha rápida e sangrenta acabava, apenas Deireadh e o comandante daqueles homens estava vivo, e ele carregava uma arma especial, pois em sua cega perversidade a wyrm não era tola.
Deireadh atacou, mas o homem também, menos de um segundo ele já estava com a espada desembainhada, era uma lâmina especial, feita do melhor aço damasco que o ouro profano da wyrm podia comprar, revestida com prata. Leve, rápida e fatal.
Machucado pelo confronto com os homens, Deireadh cambaleou, o comandante aproveitou esse momento e correu investindo contra o garou, correu com passos curtos, a espada em guarda baixa, segura com as duas mãos... nosso herói já escutara histórias sobre esses lutadores, exímios espadachins que vinham do extremo oriente, rápidos como um trovão, frios como o gelo. Suas espadas finas e curvas não deviam ser subestimadas, pois podiam matar mais rápido que qualquer machado saxão. Deireadh sorriu, pois já sabia de seu futuro, em um último esforço ele urrou de dor e sorriu...
Quando aquele comandante subiu a espada e se preparava para desviar para o lado, seu oponente fez a última coisa que ele esperava, se jogou em cima de sua espada e para o mesmo lado que o pequeno guerreiro estava se esquivando.
Surpreso pelo choque, tentou mudar a direção, mas percebeu que seu braço já estava quase quebrado, preso com uma pressão assustadora, a última coisa que sentiu foram garras, frias como a morte, penetrando em seu pescoço, e antes que fechasse os olhos sentiu a neve em sua boca e pode ouvir o baque surdo de seu corpo caindo, há alguns metros de distância.
Deireadh havia tombado, mas Gaia não. E deitado ele ficou, com a neve lhe acariciando o corpo, e Luna velando seu último sono, o sangue puro do celta purificou o terreno que aqueles homens tentavam profanar. Gaia lamentava a perda de um grande filho, mas sabia que ele havia feito o que devia, e o que queria fazer, ele era um Ahroun, da linhagem dos mais valorosos e selvagens guerreiros de Gaia, morrer no combate era seu destino e sua vontade.
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